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Técnico de Segurança do Trabalho

Noticias Sobre a Segurança do Trabalho No Brasil

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26 de fevereiro de 2013

SISTEMAS DE GESTÃO E O TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO


Esta atrofia técnica pode ser mais compreendida quando ocorreu a mudança de Supervisor de Segurança no Trabalho para Técnico em Segurança no trabalho e o curso de meses passou a ter uma carga horária muito mais ampla com conteúdo programático mais complexo. Sentiu-se que o mercado de trabalho e a realidade das organizações era totalmente diferente da formação. Claro que para as empresas que por influencia de suas matrizes já tinham modelos de gestão definidos o novo profissional pode ser melhor adequado, no entanto sem as características dos antigos supervisores conhecedores da realidade brasileira – a prevenção mesmo que mais organizada tornou-se mais fraca e o resultado isso foi uma serie de acidentes graves – muito deles fatais – em empresas onde tradicionalmente a prevenção era reconhecidamente eficaz. Faltou e falta diagnostico especifico para a realidade nacional – a bela roupa colorida vinda de fora não protegeu e em ainda em muitos casos não protege nossa gente. Esqueceu-se que embora as máquinas sejam importadas, que os métodos tenham origem lá fora – quem as opera e executa nasce deste chão, cresce nesta realidade e sobrevive neste meio.

Então chegamos a um ponto onde temos de um lado profissionais muito capacitados para um determinado modelo prevencionista e do outro um novo modelo capaz de conduzir nossa área para um novo patamar. Em meio a isso uma serie de pressões vindas dos mais diversos lados para que a transição de modelos seja feita – e em meio a isso alguns especialistas bastante conhecedores de sistemas mas pouco conhecedores da real relação capital x trabalho em nosso pais. Esta equação – pode ser conduzir a muitos resultados.os que temos visto ate agora são mais do que preocupantes porque não tem sido mais do a renovação do modelo de sensação de prevenção.

E tudo seria mais simples e com certeza menos oneroso se a vivência e experiência dos que ao longo dos anos foram os agentes da prevenção fossem ouvidos.

Tudo seria melhor e mais proveitoso se o novo viesse contido dentro da simplicidade e sem a sofisticação que para mais nada serve do que supervalorizar o belo embrulho onde se guarda e apresenta a pratica pura e simples como uma novidade.

O que ocorre e que organizações onde o Sistema de Gestão informal era uma realidade assimilada e conhecida pelos trabalhadores de repente estão jogando no lixo todo CAPITAL PREVENCIONISTA, tudo que ao longo dos anos foi sendo forjado e que se não fosse bom – ora aquele organização há muito temo teria fechado as portas em razão de todos e tantos acidentes e doenças ocorridos.

E como seria diferente se fosse ouvido o profissional de Segurança do Trabalho que ali atua.  Como seria menos oneroso se aliássemos ao conhecimento do chão de fábrica, ao domínio das praticas improvisadas – mas que dão resultados - - o conhecimento da ORGANIZAÇÃO – a possibilidade de saber que aquilo que e feito pode ser melhorado, pode ser trabalhado de forma planejada e mais do que isso – ode ter sua execução mensurada a ponto de permitir que se saiba o quanto podemos melhorar ainda mais.

O quanto seria bom que a grande “novidade” – fosse vista sem deslumbres e antes de mais nada como oportunidade de consagrar o trabalho de toda gente que ate então vem evoluindo na prevenção exeqüível e possível.

O quanto seria bom que com honestidade fosse dito que uma norma de referencia serve antes de mais nada para que comparemos a nossa realidade com um modelo básico de gestão contendo o mínimo de requisitos para uma gestão mais completa e que a adição deste ou daquele modelo fosse uma premio – um horizonte ara a nossa gente ao invés de ser o castigo de mais um mundo de papel que poucos conseguirão ao menos entender para o que servem.

Seria espetacular e de grande valia para todos – que o profissional de segurança no trabalho tivesse acesso ao entendimento dos sistemas de gestão – que antes de qualquer coisa viesse a PRÁTICA e o CONHECIMENTO – e digo entendimento querendo mais do que nunca expressar a necessidade de assimilar um modelo de trabalho e não apenas entender um conjunto de requisitos. Imaginem quão poderosos seriam os sistemas concebidos a partir desta ótica e o quanto as gestões seriam prazerosas.

Longe de mim defender qualquer tipo de corporativismo – ate porque entendo que a consciência profissional vem antes de qualquer coisa e muito mais especialmente quando tratamos com vidas - para mim importa o resultado prevenção. No entanto é preciso que se diga primeiro aos colegas Técnicos em Segurança que eles são capazes sim de migrarem os modelos atuais de gestão adequando-os as normas de referencia – basta que para isso dediquem-se ao estudo da real finalidade destas normas. Uma boa oportunidade de aprendizado esta na área de nossos colegas da qualidade. E preciso dizer a eles que apesar de todo processo de atrofia técnica – mencionada diversas vezes aqui neste mesmo texto –poucos são os profissionais que tem o domínio e conhecimento da realidade prevencionista das organizações e que não se deixem levar por termos complicados e palavras que surgem de pessoas que tentam se por a nossa frente como especialistas em assuntos que dominamos plenamente. Podemos sim alguns de nos não termos ainda a familiariedade com os termos e o sentido de certas ferramentas – mas com certeza elo menos uma vez na vida utilizamos estas mesmas ferramentas para fazer a prevenção acontecer. Podemos não estar familiarizados com certos conceitos que chegam ao chão da fábrica mas se olharmos bem de perto veremos o quanto são coisas de nosso dia a dia.

Diria – e não apenas aos Técnicos em Segurança – mas TODO E QUALQUER PROFISSIONAL brasileiro, que não devemos passar o resto de nossos dias achando que somos capazes de fazer mas que não somos  capazes de gerenciar. Que se sabemos fazer com a cabeça baixa – o que não iremos fazer quando levantarmos a cabeça e olharmos na direção do horizonte das novas possibilidades ?

Um Sistema de Gestão será melhor quanto mais aplicável e assimilável for.

Será mais facilmente implementado e custara menos recursos – quanto mais próximo da pratica for planejado. E tudo isso depende essencialmente de ser desenvolvido por alguém que conheça os processos relativos a ele.

Então fica claro que o papel do Técnico em Segurança do Trabalho é muito maior do que parece dentro deste assunto.

É importante termos consciência desta importância e buscarmos a inserção neste processo, no entanto para que isso ocorra há necessidade de adicionarmos novos conhecimentos e também reavaliarmos parte da visão que temos do assunto. Com certeza isso já possibilitara uma visão mais critica sobre o assunto que será muito útil também ara a organização onde atuamos.

Cosmo Palasio de Moraes Jr.
Técnico de Segurança do Trabalho

21 de março de 2012

Engenheiro conta sobre sua participação na construção da cultura da prevenção brasileira

Entrevista concedida à jornalista Cristiane Reimberg

Foto: Priscilla Nery
Muitos o chamam apenas de professor. Assim é conhecido Leonídio Ribeiro Filho, que iniciou na Engenharia de Segurança antes mesmo de ela existir com esse nome. Foi discípulo de outro professor, o engenheiro Silas Fonseca Redondo, uma das referências que o levaram para o caminho prevencionista.

Em 1967, quando entrou para a área, o cargo recebido foi de engenheiro de Prevenção de Acidente. Já nos anos 70, começou a dar aula na FEI, onde havia se formado. Ainda hoje leciona no curso de pós-graduação de Engenharia de Segurança da UNIP. Também ganhou experiência profissional atuando em empresas de energia elétrica e na Antarctica, na qual foi o responsável pela construção do SESMT nos anos 70 e 80. Também atuou na esfera pública, com passagens pela Fundacentro e como auditor fiscal, função que exerceu de 1985 a 2010.

O professor também foi sujeito ativo em vários momentos importantes da Segurança e Saúde no Trabalho no Brasil. Formou programas e lecionou nos cursos emergenciais de Segurança do Trabalho nos anos 70. Treinou auditores fiscais de todo o Brasil com o médico do Trabalho Diogo Pupo Nogueira. Foi uma das vozes que ajudaram na construção das Normas Regulamentadoras.

Também teve conquistas internacionais como ser o primeiro bolsista Mapfre na Espanha na década de 80. Participou ainda da criação ou gestão de várias entidades prevencionistas como a Abraphiset, a ABPA e a Obesst. Sem dúvida, não faltam histórias para contar nesses 45 anos de estrada, muitas delas reveladas durante esta entrevista.

Revista Proteção: Como surgiu seu interesse pela engenharia de segurança?

Leonídio Ribeiro Filho: Quando eu comecei, em 1967, falava-se de certo mo­do de Segurança e Medicina do Trabalho, mas a Engenharia de Segurança do Trabalho não existia. Na minha época de estudante de Engenharia na Faculdade de Engenharia In­dus­trial, uma das coisas que eu fazia era a composição de textos em uma gráfica. Uma das publicações que me chamava a a­tenção era a revista Prezado Companheiro, da Companhia Paulista de Força e Luz, que já na década de 60, por estar ligada a empresas americanas de energia elétrica, tinha uma filosofia de prevenção de acidentes. Na Prezado Companheiro, havia diversos artigos sobre prevenção de acidentes, naturalmente mais da área de energia elétrica. Outra publicação era a revista da Editora LTR com vários artigos sobre assuntos legais e também Segurança e Medicina do Trabalho. Eu já me preocupava com o trabalho daquelas pessoas que executavam várias funções dentro dessa tipografia.

Concomi­tan­te­mente me impressiona­vam os acidentes nas rodovias, pois eu atua­va como vendedor de lonas de freio para uma fábrica de Santos e tinha contato com motoristas de caminhões. Também me motivou a disciplina de Higiene e Segurança do Trabalho, que era dada em São Paulo somente na FEI. Desde a época da sua fundação, em 1956, a FEI acreditava que o en­genheiro não poderia sair de uma escola de Engenharia sem pelo menos conhecer os fundamentos de prevenção de acidentes do trabalho porque, qualquer que fosse a modalidade em que ele fosse atuar, estaria sempre presente, de algum modo, a necessidade de se fazer prevenção.

Lá tínhamos o grande professor Silas Fonseca ­Redondo. Se naquela época a gente podia chamar alguém de engenheiro de Segurança do Trabalho, era ele, que fazia um quarteto com outros três médicos: o professor Bernardo Be­drikow, que atuava na Subdivisão de Hi­gie­ne e Segurança do Sesi; o professor Diogo Pupo Nogueira da Faculdade de Saúde Pública e também chefe da Medicina do Trabalho das Linhas Correntes, e o professor Oswaldo Paulino, que era da Petrobras. Outro grande idealista foi Joaquim Augusto Junqueira, que era superintendente da ABPA e também atuava na General Motors, como chefe responsável pela área de Medicina do ­Trabalho.

Leia a entrevista completa na edição de março da Revista Proteção

1 de fevereiro de 2012

NBR de Gestão em SST 18801:2010


A ABNT publicou, em 1º de dezembro de 2010, a norma ABNT NBR 18801:2010 - Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho - Requisitos. Segundo o professor Leonídio Francisco Ribeiro Filho, coordenador da Comissão de Estudos da ABNT, a Norma foi idealizada para ser aplicada pelos diferentes segmentos produtivos: micro, pequena, média e grande empresa e levou também em consideração as diferenças culturais e conhecimentos técnicos relacionadas à SST, como também as dimensões continentais do nosso país.

A ABNT/CEE-109 (Comissão de Estudo Especial de Segurança e Saúde Ocupacional da Associação Brasileira de Normas Técnicas) aprovou em 1º de dezembro a Norma NBR 18801 de Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional - Requisitos. A real prevenção de acidentes depende de uma gestão eficaz. Uma empresa que não realiza um planejamento das políticas e programas de SST, é o mesmo que uma companhia sem um departamento administrativo.

A Comissão de Estudo foi lançada em 2002, reativada em 2008 e contou com o empenho de mais de 90 especialistas na confecção do documento. O Inmetro participou das discussões do grupo, o que sugere que a Norma NBR 18810 poderá tornar-se, na sequência, certificável. Alguns dos referenciais da norma são a normativa internacional OHSAS 18001 (Occupational Health and Safety Assessment Series) e as Diretrizes sobre Sistemas de Gestão de SST da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Entretanto, a primeira NBR vai além e busca levar em conta peculiaridades da realidade brasileira e das micro e pequenas empresas. A norma engloba o gerenciamento dos processos em questões de SST, estimulando a melhoria contínua das condições de trabalho e contribuindo para a redução de custos, riscos, acidentes e doenças ocupacionais. "Será uma ferramenta básica para análise da cultura empresarial e terá impactos na questão do FAP, podendo aumentar ou diminuir o seguro acidente do trabalho", afirmou o assessor da Secretaria de Inspeção do Trabalho, Domingos Lino.

"É uma norma técnica nacional que no atual mundo globalizado e competitivo, garante a melhoria contínua das condições e ambientes do trabalho, otimiza a eficiência operacional, identifica a produtividade, redução de custos e de riscos acentuados, de acidentes e doenças do trabalho, garantindo o gerenciamento integral do processo, pois agrega valor, com embasamento humanístico. A Norma NBR 18801 foi idealizada para ser aplicada pelos diferentes segmentos produtivos: micro, pequena, média e grande empresa e levou também em consideração as diferenças culturais e conhecimentos técnicos relacionadas a SST, como também as dimensões continentais do nosso país", afirmou o coordenador da Comissão de Estudos da ABNT, Leonídio Francisco Ribeiro Filho.
FONTE: Revista Proteção

MTE confirma falhas em obra que deixou dois feridos em SP

Data: 26/01/2012 / Fonte: EP Ribeirão

Ribeirão Preto/SP - O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de Ribeirão Preto confirmou nesta quinta-feira (26) que houve falhas na obra onde dois operários ficaram feridos após um bloco de reboco cair sobre eles durante o trabalho. O acidente ocorreu na terça-feira (24), na Avenida Professor João Fiúsa, mesmo local em que um trabalhador morreu no ano passado.

A empresa foi notificada e até o dia 2 de fevereiro deve apresentar ao MTE documentações que comprovem que está cumprindo a legislação trabalhista. Em nota enviada na quarta-feira, a Copema disse que cumpre rigorosamente todas as determinações técnicas de segurança.

Segundo o chefe da Fiscalização do Trabalho do MTE, Germano Serafim de Oliveira, o auditor do órgão esteve no local e constatou irregularidades, entre elas, a falta de uma tela de proteção utilizada para evitar queda de ferramentas e materiais. O relatório sobre a investigação será elaborado por um auditor de análise de acidentes e deve ficar pronto em até 30 dias.

Ainda de acordo com Oliveira, esse documento irá apontar desde o fornecimento adequado de Equipamento de Proteção Individual (EPI), o Certificado de Aprovação (CA) dos equipamentos até as causas que provocaram o acidente. O MTE aguarda a cópia da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que será entregue pela construtora.

Caso
De acordo com o auditor que visitou a obra na quarta-feira (25), Cláudio Rogério Lima Bastos, um pedaço de reboco de um quilo teria se desprendido da parede no 27º andar e atingido os dois operários que trabalhavam no 11º andar.

O funcionário Antônio Vagner dos Santos Souza, de 19 anos, teve ferimentos leves e foi atendido na Santa Casa de Ribeirão Preto. A outra vítima, Dalmir Sabino Silva, de 29 anos, foi atingida na cabeça e segue internada no Hospital das Clínicas.

Morte
Esse foi o segundo acidente na mesma obra em três meses. Em outubro do ano passado, um trabalhador caiu do 9º andar e morreu.

O ajudante geral Gilmar Silva Ramos, de 22 anos, despencou no fosso do elevador de uma altura de aproximadamente 40 metros.

Foto: Reprodução/EPTV

28 de agosto de 2011

Psicologia da Segurança do Trabalho: Comportamento Inseguro

“O problema é trabalhar no piloto automático, com excesso de confiança.”



A questão emergente nos estudos e processos da Segurança do Trabalho é: como fazer com que as pessoas se cuidem no trabalho? A resposta para esta pergunta remete à noção de Comportamento Seguro.

São objetos de estudo da Psicologia do Trabalho na abordagem da influência humana no desenvolvimento dos acidentes do trabalho. Nesses estudos foi comprovado que as atitudes e as reações dos indivíduos no ambiente de trabalho não podem ser interpretados de forma eficaz sem considerar a situação total a que os trabalhadores estão expostos: todas as inter-relações o meio, o grupo de trabalho e a própria organização como um todo. Desta forma, o acidente do trabalho também pode ser abordado como consequência da qualidade das relações do indivíduo com o meio social que o cerca, com os companheiros de trabalho e com a organização como um todo.
A Psicologia do Trabalho e os seus estudos referentes à Segurança do Trabalho originaram um novo seguimento que aborda estritamente o controle da conduta e os processos para prevenção de acidentes, que denominamos “Psicologia da Segurança do Trabalho” que Meliá (1999) definiu como sendo: “a parte da psicologia que se ocupa do componente de segurança da conduta humana” é a ciência que vem sendo desenvolvida desde a década de 1970 que abrange um conjunto de técnicas (metodologia de intervenção) que permitem compreender e agir sobre os elementos humanos na prevenção de acidentes do trabalho com profundidade e precisão visando à otimização dos processos e ações para garantia da Segurança do Trabalho.

LUIZ CARLOS GOMES DA SILVA
Psicólogo/Consultor de Recursos Humanos



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Fotos: Atos e Condições Inseguras

Fotos: Atos e Condições  Inseguras
foto de Mauricio Busnello