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Segurança em solda e corte



PROCESSO DE SOLDA E CORTE




O procedimento para autorização do serviços deve ser claro, escrito em linguagem compreensível pelos executantes. No caso de locais onde os riscos sejam constantes e significativos , o procedimento deve deixar claro logo em seu inicio que sempre que possível outros meios são preferidos nos casos onde o emprego de aparelhos de solda e lixamento possam ser substituídos. Importante também mencionar que sempre que possível os materiais ou peças a serem soldados ou lixados deverão ser removidos para locais mais apropriados.

Deve estar claro também neste procedimento, a necessidade de haver nas proximidades equipamentos para combate a incêndio - compatíveis a classe da operação, bem como as seguintes verificações:

a) No caso de piso de madeira deve ser providenciado o umedecimento do mesmo ou cobertura com areia. Cuidados especiais com divisórias de madeira

b) Verificar a existência de encanamentos abertos, galerias de água e esgoto e outras aberturas que possam conter líquidos ou vapores inflamáveis

c) Checar aberturas no piso e/ou frestas que possam possibilitar a passagem de fagulhas para pisos inferiores.

d) Verificar a utilização/realização nas proximidades de atividades com uso de tintas ou outros produtos inflamáveis, bem como e principalmente a existência de resíduos de líquidos inflamáveis ou outros materiais combustíveis.

e) Checar mobiliário e instalações que possam ser atingidas pelas chamas ou calor.

f) Em todos os casos, materiais inflamáveis devem ser retirados, quando não possível devem ser cobertos por mantas apropriadas. Como afastamento mínimo sugere-se a distância de 12 metros.

Nos casos mais complexos, deve se prever também a necessidade de acompanhamento, seja por bombeiro industrial - no caso onde estes existam - ou mesmo pelo Brigadista de Incêndio. Tal presença pode ser decisiva para a contenção do fogo na sua fase inicial evitando um incêndio.

Devem ficar claros também que algumas situações, devido ao potencial de riscos, deverão ser tratadas como especiais. Isso vai depender muito da natureza da atividade desenvolvida, mas em comum: dutos de exaustão de cabines onde são utilizados materiais inflamáveis, tanques de óleo, tambores e latões anteriormente usados com líquidos ou gases inflamáveis. Etc.


EQUIPAMENTOS

No caso dos equipamentos para soldagem a arco elétrico, devemos garantir que todos esteja aterrados durante todo o tempo de uso e que a fiação utilizada para conexão a rede elétrica esteja em perfeitas condições de uso, com ênfase em especial as possíveis emendas e seus isolamentos e que esta fiação não possam ser atingidas por veículos ou carrinhos manuais. Já os cabos de solda devem ter o mesmo tamanho e caso exista necessidade de emenda esta só pode ser feita por conector apropriado. Recomenda-se ainda que os meios de fixação dos cabos de solda sejam de bronze.




Já para as operações com oxiacetileno, devem observar pelo menos as seguintes regras:

Instalações em pontos fixos:
Nos terminais das tubulações onde são conectadas as mangueiras deve existir um registro de fechamento rápido e estes devem estar soldados na tubulação.

Após o registro de fechamento de acetileno, na extremidade da tubulação deve existir válvula contra retrocesso de chamas.

Após o registro de oxigênio, deve ser instalado um regulador de pressão de um estágio. Na tubulação de acetileno, a utilização de regulador de pressão deve ser feita na central de distribuição de gases.

No tocante as mangueiras devem ser seguidas as mesmas instruções mencionadas a seguir para os conjuntos portáteis.

Conjuntos Portáteis
Devem preferencialmente ser montados sobre um carrinho metálico, com rodas metálicas ou de borracha, dotado de separador entre os cilindros e suportes para fixação do mesmos.

Neste carrinho deve haver ainda suporte para as mangueiras e um compartimento com orifícios de ventilação onde serão guardados os maçaricos. Recomenda-se que este compartimento seja trancado com cadeado.

Os cilindros só podem ser manuseados ou transportados com seus capacetes de proteção e mesmo quando vazios devem estar presos, sempre na posição vertical. Caso por algum motivo acidental o cilindro de acetileno venha a ficar na horizontal e necessário deixa-lo em pé por 24 horas antes de coloca-lo em uso. Cilindros com vazamento não devem ser utilizados, bem como deve ser proibida a transferência de gases de um cilindro para outro.

A abertura de válvulas dos cilindros devem ser feita manualmente, sendo expressamente proibida a utilização de martelos e outras ferramentas.

Devem ser providos de reguladores de pressão, de dois estágios, sendo que a finalidade do primeiro e reduzir a pressão de entrada e a do segundo, através do parafuso de regulagem manual, reduzir a pressão do primeiro estágio para a pressão de trabalho desejada. No caso do acetileno a pressão nunca deve exceder 1,05 kgf/cm2.

O cilindro de acetileno deve sempre estar acompanhado de chave adequada que permita o rápido fechamento da válvula.

Para acender o maçarico deve ser utilizado um equipamento próprio ou isqueiro a gás, jamais devendo ser utilizada chama. O conjunto deve sempre ser mantido for a do alcance das fagulhas e em hipótese alguma deve-se permitir que cilindros ou tubulações de oxigênio fiquem em contato com óleos, graxas e fontes de calor.

Atenção especial deve ser dada a guarda dos conjuntos quando não estiverem em uso. Tal local deve ser clara e previamente definido e sinalizado.

No que diz respeito as mangueiras, deixamos o assunto propositadamente para o final.. A de oxigênio deve ser verde e a de acetileno vermelha, ambas com no máximo 10 metros de comprimento, sendo que maiores do que estas apenas com a aprovação da Segurança do Trabalho. As conexões com as válvulas e canetas devem ser feitas com braçadeiras. Quanto as emendas - fica aqui um critério de decisão conforme a atividade da empresa - sendo recomendáveis que não existam e caso sejam autorizadas no máximo em número de duas e feitas com braçadeiras. Junto ao regulador de pressão do cilindro de acetileno deve ser instalado um dispositivo de segurança contra retrocesso de chamas.





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