Pular para o conteúdo principal

Psicologia da Segurança do Trabalho: Comportamento Inseguro

“O problema é trabalhar no piloto automático, com excesso de confiança.”



A questão emergente nos estudos e processos da Segurança do Trabalho é: como fazer com que as pessoas se cuidem no trabalho? A resposta para esta pergunta remete à noção de Comportamento Seguro.

São objetos de estudo da Psicologia do Trabalho na abordagem da influência humana no desenvolvimento dos acidentes do trabalho. Nesses estudos foi comprovado que as atitudes e as reações dos indivíduos no ambiente de trabalho não podem ser interpretados de forma eficaz sem considerar a situação total a que os trabalhadores estão expostos: todas as inter-relações o meio, o grupo de trabalho e a própria organização como um todo. Desta forma, o acidente do trabalho também pode ser abordado como consequência da qualidade das relações do indivíduo com o meio social que o cerca, com os companheiros de trabalho e com a organização como um todo.
A Psicologia do Trabalho e os seus estudos referentes à Segurança do Trabalho originaram um novo seguimento que aborda estritamente o controle da conduta e os processos para prevenção de acidentes, que denominamos “Psicologia da Segurança do Trabalho” que Meliá (1999) definiu como sendo: “a parte da psicologia que se ocupa do componente de segurança da conduta humana” é a ciência que vem sendo desenvolvida desde a década de 1970 que abrange um conjunto de técnicas (metodologia de intervenção) que permitem compreender e agir sobre os elementos humanos na prevenção de acidentes do trabalho com profundidade e precisão visando à otimização dos processos e ações para garantia da Segurança do Trabalho.

LUIZ CARLOS GOMES DA SILVA
Psicólogo/Consultor de Recursos Humanos



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trabalho em altura tem novas regras

Apó s dois anos de estudos, o Comitê Brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual (CB-32/ABNT) colocou oito nor­mas sobre equipamentos de trabalho em altura em consulta pública. Destas, apenas quatro (travaqueda deslizante guiado em li­nha flexível, travaqueda guiado em linha rí­gida, travaqueda retrátil e ab­sor­vedor de energia) passaram por uma re­for­mulação, enquanto que as demais (ta­la­bar­­te de segurança, cinturão de segu­rança tipo abdominal e talabarte de segurança para posicionamento e restrição, cin­­turão de segurança tipo para-quedista e os conectores) foram criadas para fa­­ci­litar a interpretação da legislação. "Há, em vigor, apenas uma norma para cinto de segurança e talabarte, sendo que ela é uma `salada’ de normas, pois engloba todos os EPIs correlatos. Isso provoca desentendi­mentos no mercado, pois dá margem a muitas interpretações. Achamos por bem re­fazê-la, desmembrando-a em qua­tro normas independentes", explica João Giória, coordenador da ...

Operários morrem eletrocutados em obra no Maranhão

Data: 11/02/2011 / Fonte: Jornal Pequeno São Luís/MA - Dois funcionários da empresa Niágara Empreendimentos Ltda. morreram eletrocutados quando trabalhavam em uma obra do programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal. O acidente aconteceu na quinta-feira, 10, na construção do Residencial Nova Aurora, em São Luís/MA De acordo com o ajudante de pedreiro Marco Aurélio Araújo da Silva, que testemunhou todo o fato, o pedreiro José de Ribamar Sousa Santos, o "Tutoia", natural da cidade de mesmo nome, estava na laje de uma das casas em construção. Ele recebia, das mãos do próprio Marco Aurélio, uma barra de ferro para ser colocada dentro de uma "canaleta", quando a barra tocou no fio de alta tensão, transmitindo a descarga elétrica para José de Ribamar, causando sua morte instantânea. Ao tentar subir na laje, que estava molhada, para salvar o companheiro, o servente Douglas Jackson Nogueira, conhecido como "Careca", que era morador do Ba...

RO – Justiça do Trabalho terá vara itinerante em obras de usina

Data: 18/03/2011 / Fonte: Agência Brasil Porto Velho/RO - O canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho (RO), contará ainda nesta sexta, dia 18 de março, com uma vara itinerante da Justiça do Trabalho para resolver possíveis problemas de ordem trabalhista que tenham surgido no local. Desde o dia 15 de março, tumulto e atos de vandalismo foram protagonizados por empregados da obra, paralisada oficialmente dia 17 e sem previsão de volta. Há informações de que os operários estão insatisfeitos com a truculência de motoristas, seguranças e encarregados e pedem melhores condições de trabalho. O deslocamento de uma vara itinerante para o local foi uma sugestão do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, acatada, nesta manhã, pela presidenta do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (Rondônia e Acre), Vânia Maria da Rocha Abensur. O ônibus, equipado com computadores, servidores e magistrados, deverá chegar ao local n...